Obras de retrofit são uma tendência em expansão natural nos centros das grandes cidades
Reformar, renovar, reabilitar, requalificar. Todos esses verbos cabem no termo “retrofit”, que se refere a projetos e obras que dão vida nova a prédios antigos. As intervenções atualizam as construções em termos de normas técnicas, alteram as plantas criando diversidade de moradia na mesma torre (de estúdios a apartamentos maiores) e, principalmente, adaptam imóveis comerciais para uso residencial ou misto.
Hoje, obras de retrofit são uma tendência em expansão natural nas grandes cidades. Em especial, para ampliar a opção de moradia em seus centros, que muitas vezes têm prédios comerciais ou mesmo residenciais fechados. Já que a oferta de imóveis novos no Centro é limitada pela escassez de terrenos e demolir grandes estruturas de prédios antigos não costuma ser tão simples.
O retrofit, como um processo de recuperação e adaptação de estruturas já existentes, também é considerado uma alternativa mais sustentável de obra. Renovar uma edificação envolve menos utilização de materiais de construção e descarte de resíduos. A demolição é controlada, se comparado a derrubar tudo e construir um novo, o que envolveria um volume muito maior de água, energia elétrica e outros elementos que são aplicados em menor escala no processo de retrofit.
Tanto por ser mais sustentável como por contribuir para a reocupação de prédios antigos fechados, obras de retrofit realizadas na região central da capital estão alinhadas a várias iniciativas da Prefeitura, em especial, ao projeto Curitiba de Volta ao Centro, que prevê ações de redesenvolvimento da região, envolvendo poder público, empresas, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e a população na construção das soluções.
Um bom exemplo em execução no Centro de Curitiba é o retrofit do Edifício Apolo, que tem 56 anos e fica na esquina das ruas Mateus Leme e Inácio Lustosa, atrás do Shopping Mueller. O prédio de quatro andares, construído em 1969, está “renascendo” com intervenções que vão além de repaginar a fachada.
Com projeto assinado pelo escritório de arquitetura curitibano Arquea, o “novo” Edifício Apolo continuará a ser de uso misto (moradia e comércio), mas estará em dia em termos de normas técnicas da Prefeitura e Corpo de Bombeiros, como acessibilidade, ventilação e iluminação naturais; e tecnologias ou facilidades do dia a dia, como elevador, climatização e medidores de energia e de água individuais.
Para garantir que o “novo” Edifício Apolo receba as atualizações necessárias, a construtora responsável pela execução do projeto está realizando um reforço das estruturas, obra necessária, por exemplo, para a troca do telhado e de toda a parte elétrica, de telefonia, hidráulica, ar-condicionado e revestimentos.
A parte externa do prédio também está mudando. Originalmente com janelas pequenas e acabamento em pastilhas brancas e azuis, o edifício está ganhando sacadas na maioria dos apartamentos e uma fachada que está deixando o prédio contemporâneo. Além disso, o Edifício Apolo terá um terraço com vista para o Passeio Público e os prédios próximos, dos anos 1940 a 1960. Já o subsolo ganhará lavanderia, academia e bicicletário.
Ao conceber o retrofit, o escritório de arquitetura da capital buscou manter no projeto uma qualidade já existente no antigo Edifício Apolo: o conceito de fachada ativa, com lojas no térreo, em que a construção se volta para a rua e para as calçadas.
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Planta da feira:
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Com informações da Secretaria de Comunicação de Curitiba