FEIPAT 2026 foi o grande encontro do ano no setor de patologia e qualidade das construções
Feira mostrou a força e o amadurecimento do mercado. Próxima edição já está confirmada para 2028
A Feira de Patologia e Qualidade das Construções (FEIPAT) aconteceu de 9 a 12 de setembro de 2026 no São Paulo Expo, na capital paulista.
A segunda edição da FEIPAT 2026 consolidou a feira como um importante ponto de encontro entre profissionais, especialistas, empresas e tecnologias voltadas à qualidade e à patologia das construções. Com forte foco técnico, o evento reuniu soluções e conhecimentos sobre prevenção, inspeção, diagnóstico, desempenho, durabilidade, recuperação e qualidade das edificações. Ao longo de quatro dias, o FEIPAT Conference promoveu 30 horas de conteúdo com especialistas do Brasil, Portugal e Moçambique, aproximando academia, indústria e prática profissional por meio de pesquisas, tecnologias, experiências e casos práticos, além de ampliar as oportunidades de relacionamento e negócios entre os participantes.
“Encerramos a FEIPAT 2026 com um sentimento de muita gratidão e com a certeza de que vivemos uma edição histórica”, afirmou Felipe Lima, idealizador do evento.
O primeiro dia da FEIPAT Conference teve uma grade completa de palestras apresentadas por profissionais renomados no setor. Felipe Lima fez a abertura da Conferência e deu as boas-vindas aos participantes, adiantando o que viria ao longo do dia. Em seguida foi a vez de Marcus Grossi, que falou sobre o futuro da inspeção predial. Os riscos, desafios e estratégias para conservação e reabilitação do patrimônio edificado foram abordados por Humerto Varum, e na sequência o tema foi a transformação digital na construção, por Esequiel Mesquita. Renato Sahade explicou como atua a força invisível por trás dos descolamentos cerâmicos e, fechando o primeiro dia com chave de ouro, Robson Gaiofatto discorreu sobre diagnósticos especiais em inspeções estruturais.
Os temas que dominaram o segundo dia foram inspeção, manutenção, diagnóstico, recuperação e prevenção de patologias em edificações e infraestruturas, com foco em desempenho, segurança, durabilidade e gestão de riscos. Anderson Couto iniciou o dia falando sobre o envelhecimento das pontes no Brasil e a necessidade de inspeções sistemáticas. Em seguida, o ‘papa’ da patologia das construções, Paulo Helene, explicou as causas e efeitos da corrosão invisível. Depois, Bia Menezes discorreu sobre manutenção em juntas. Ary Baddini Tavares, por sua vez, abordou a restauração e o retrofit de fachadas. Gustavo Camacho colocou luz sobre os vícios construtivos e as respectivas responsabilidades na construção. O tema do doutorado de Emilio Takagi foi detalhado na palestra sobre desempenho e risco na Engenharia. Fechando o dia, Edson Pereira compartilhou conhecimentos sobre a recuperação de edifícios públicos no pós-desastre.
Os assuntos em alta no terceiro dia foram diagnóstico, prevenção de patologias e estratégias de reabilitação e retrofit para ampliar a vida útil e o desempenho das edificações. Ao longo do dia, as palestras abordaram durabilidade, diagnóstico, recuperação e modernização de estruturas e edificações, com foco na prevenção de manifestações patológicas e preservação do patrimônio. Jorge Lima tratou do aumento da vida útil do concreto por meio de pinturas de proteção contra carbonatação e cloretos, enquanto Enio Pazini apresentou experiências de diagnóstico e reabilitação de obras emblemáticas no Brasil. Carlos Britez discutiu os desafios do retrofit do Edifício A Noite, e Fabiana Ribeiro apresentou fachadas ventiladas como alternativa para modernização. Fabíola Rago destacou a importância da prevenção e da identificação das causas das patologias. Encerrando, Antônio Sarasá abordou a conservação de edificações históricas, relacionando fisiologia e patologia para interpretar sinais e processos de deterioração.
Os temas em destaque no quarto e último dia da FEIPAT Conference foram diagnóstico, manutenção, retrofit, desempenho construtivo e conformidade técnica e normativa para garantir a durabilidade e a valorização das edificações. Ao longo do dia, as palestras abordaram gestão, manutenção, valorização e desempenho das edificações. Stella Marys Della Flora destacou a importância de transformar a Engenharia Diagnóstica em ações de manutenção, enquanto Luciano Cybulski discutiu os custos de uma edificação ao longo de 50 anos e o retrofit como estratégia de recuperação de desempenho e valor. O Espaço IBI abordou a qualidade na impermeabilização, e Vinícius Camacho apresentou soluções para sistemas leves de fachadas. Na área administrativa e normativa, Patrícia Pacini tratou dos impactos da Reforma Tributária na Engenharia, enquanto Marco Antonio Gullo e Érica Dallariva discutiram a importância do cumprimento das normas da ABNT e do Código de Obras para garantir a conformidade técnica e legal.
Além da feira e da FEIPAT Conference, o evento contou ainda, ao longo de quatro dias, com a Arena FEIPAT e com o COBRACON, complementando a agenda de apresentações e debates.
“A FEIPAT 2026 mostrou a força e o amadurecimento desse mercado e reforçou nossa convicção de que estamos construindo muito mais do que uma feira: estamos consolidando um grande ponto de encontro para o setor. Terminamos esta edição profundamente agradecidos e já olhando para o futuro. A FEIPAT 2028 já começou!”, completou Felipe.
A FEIPAT foi realizada pela Comunidade Adpat de Patologia das Construções (https://adpat.com.br) e IEG Brasil (https://iegbrasil.com.br). Para conferir a cobertura completa do evento, siga @feipat_oficial