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Coliseu romano ganha gêmeo digital para prever riscos estruturais e orientar conservação

Modelo em 3D reúne cerca de 27 mil objetos digitais e mais de 120 categorias de informações sobre materiais, técnicas construtivas, transformações históricas, conservação e vulnerabilidades

Coliseu romano ganha gêmeo digital para prever riscos estruturais e orientar conservação

Uma representação digital do Coliseu romano foi apresentada pelo arquiteto italiano Marcello Balzani, professor da Universidade de Ferrara, durante a 7ª Conferência FAPESP 2026. Desenvolvido pela equipe do Parque Arqueológico do Coliseu, o projeto combina escaneamento 3D, mais de 200 mil fotografias e a metodologia HBIM (Modelagem da Informação de Edificações Históricas). O modelo reúne cerca de 27 mil objetos digitais e mais de 120 categorias de informações sobre materiais, técnicas construtivas, transformações históricas, conservação e vulnerabilidades.

O levantamento a laser gerou cerca de 109 bilhões de pontos, permitindo reconstruir com alta precisão a geometria do monumento. Mais do que uma imagem tridimensional, o sistema funciona como uma grande base de dados que integra informações de arqueologia, arquitetura, engenharia e restauração. Cada elemento pode ser relacionado a dados sobre cronologia, materiais, intervenções e estado de conservação.

Construído no século 1º, o Coliseu foi o maior anfiteatro da Antiguidade e podia receber cerca de 50 mil espectadores. Durante mais de quatro séculos, sediou combates de gladiadores e espetáculos com animais. Ao longo de quase 2 mil anos, sofreu terremotos, destruições, reutilizações e restaurações, fazendo do monumento atual o resultado de diferentes períodos históricos.

Segundo Balzani, a tecnologia permite compreender essa sobreposição de épocas e acompanhar a evolução da estrutura. A inteligência artificial já auxilia na identificação e classificação de materiais, mas a interpretação continua dependendo de especialistas. Novos levantamentos também podem ser incorporados ao modelo, permitindo monitorar fissuras, deformações e alterações nos materiais e transformar a documentação em ferramenta de manutenção preventiva.

O modelo também está sendo utilizado para avaliar a vulnerabilidade estrutural do Coliseu, inclusive diante de riscos sísmicos. A precisão dos dados permite cruzar geometria, materiais e características estruturais para identificar pontos de maior vulnerabilidade sem comprometer a integridade histórica do monumento.

Para os especialistas da FAPESP, o projeto demonstra como tecnologias digitais podem ampliar o conhecimento e apoiar a preservação do patrimônio. O objetivo não é criar uma versão virtual idealizada do Coliseu, mas registrar com precisão as marcas acumuladas ao longo de sua história, acompanhar suas transformações e contribuir para garantir sua conservação no futuro.

Feira da Patologia e Qualidade das Construções

A próxima edição da Feira da Patologia e Qualidade das Construções (FEIPAT) vai acontecer de 12 a 15 de setembro de 2028 no São Paulo Expo.

Serão mais de 900 m² exclusivos, reservados especialmente para empresas de patologia e qualidade das construções, manutenção de edificações e gestão predial de condomínios. Na feira, as empresas terão a oportunidade de destacar suas soluções inovadoras, estabelecer conexões estratégicas e impulsionar seus negócios.

A FEIPAT é organizada pela Comunidade Adpat de Patologia das Construções (adpat.com.br) e a IEG Brasil (iegbrasil.com.br).

Data
12 a 15 de setembro de 2028
Local
São Paulo Expo
Acompanhe
@feipat_oficial
Quero expor na FEIPAT
Com informações e imagens da Agência FAPESP